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[Resenha #12mesesdepoe] • Setembro: O Caixão Quadrangular | De Olho Na Estante

O caixão! – vociferou o Sr. Wyatt, ainda de pé. – O caixão digo eu! Capitão Hardy, o senhor não pode, o senhor não poderá recusar-se. Seu peso será uma ninharia… É nada,simplesmente nada. Pela mãe que o deu à luz, pelo amor de Deus, pela esperança de sua salvação. . . imploro-lhe que volte para buscar o caixão!

E aí pessoal! Hoje iremos falar do conto O Caixão Quadrangular, indicado para o mês de Setembro no nosso desafio #12mesesdepoe. Voltando um pouco para o suspense e o policial Poe nos guia em uma misteriosa viagem para a cidade Nova York, onde um narrador sem nome nos relata alguns dos enigmas que pairam em torno de um desconhecido Caixão Quadrangular.


Como vocês devem saber, Edgar Allan Poe não escrevia exclusivamente contos e poemas de horror, como muitos pensam; considerado também o Pai do gênero Policial, ele consegue através de inúmeras histórias nos apresentar os mais curiosos casos e as verdades mais surpreendentes que haviam por trás desses enigmas. Com O Caixão Quadrangular não diferente. Ao longo da história, temos a tendência afobada de querer descobrir os mistérios que cercam a narrativa, e acabamos não prestando atenção aos mínimos detalhes da trama, para só então no fim, ficarmos chocados com as revelações finais.

O conto se passa então em meio à uma viagem marítima da cidade de Charleston, na Carolina do Sul, para a cidade de Nova York, onde um narrador sem nome relata os ocorridos com a família de seu grande amigo, o grande artista, Sr. Cornélio Wyatt.

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Ele juntamente com sua esposa e suas duas irmãs compraram as entradas para a viajem, porém o que intriga nosso relator, é o fato de que foram alugados três camarotes para a família, sendo que cada um deles possuía dois beliches, o que faria com que, tecnicamente,  um desses camarotes fosse excedente.

Com o avançar da estória, percebemos que um enorme caixão quadrangular, trazido em uma carroça, é a última coisa a entrar no navio antes da partida. No entanto, o narrador novamente torna-se inquieto, tendo em vista que o enorme objeto não é colocado no quarto excedente, e sim no do próprio Sr. Wyatt.

Motivado pela curiosidade, o narrador questiona o amigo sobre a finalidade daquele caixão. Eis então que o artista tem um estranho ataque de gargalhadas e cai inconsciente no chão.

Desatou numa gargalhada enorme e desgovernada que, com grande espanto meu, ele manteve, com gradual e crescente vigor, durante dez minutos ou mais. Em conclusão caiu pesadamente sobre o tombadilho. Quando corri para levantá-lo tinha ele toda a aparência de estar morto.

Misteriosos acontecimentos sucedem. A vida muda completamente. Quando se menos espera, percebe-se que a verdade estava nos menores detalhes, na frente de todos, inclusive de você…

Um conto particularmente de suspense com aquela pitada de mistério policial: é assim que podemos, muito superficialmente, definir esse incrível conto. Nosso grande mestre do terror nos vicia, assim como em cada conto seu, nos levando por regiões inóspitas, mentes perturbadas, casas e castelos sombrios, e até navios, onde o que você menos espera acontecer, é o mais provável de se tornar realidade.

Nota: ★★★★★★★★★★ (10/10 estrelas)

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Autor:

Apaixonado por livros de Terror, Ficção e Fantasia, e muito fã de Game of Thrones #DominGOT! Esse blog surgiu de um desejo antigo de compartilhar sempre que possível, um pedacinho desse incrível universo literário que nos cerca, então... seja bem-vindo!! 📖📚

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